Para realizar a sucessão, é fundamental contratar uma consultoria especializada no assunto.

O processo de sucessão familiar na Panvel é motivo de orgulho para Julio Mottin, atual presidente do conselho administrativo do grupo Dimed, composto pela Panvel, pela distribuidora de medicamentos Dimed e pela Lifar, divisão de desenvolvimento de fabricação de cosméticos, medicamentos e alimentos.

Em 2016, ele passou o cargo da presidência do grupo para seu filho de mesmo nome, Julio Mottin Neto. Para o empresário, o processo é motivo de orgulho. “Sou um cara bem sucedido porque eu consegui fazer uma sucessão no negócio e colocar meu filho. Foi altamente disputado”, lembra.

Para realizar a sucessão, a Dimed contratou uma consultoria especializada no assunto, justamente para avaliar qual seria o melhor caminho para a nova composição do quadro diretor da empresa. “Contratamos uma pessoa para fazer um assessment (processo para avaliar comportamento, competências e eficiência). Foi feito por todas as pessoas na empresa: toda a diretoria e toda a gerência”, descreve. Para Julio, o processo, que durou cerca de cinco anos, indicou um caminho promissor para o futuro da rede. “Ele [Julio Mottin Neto] tem um dom. É muito centrado, tem um conhecimento vasto de toda tecnologia moderna, que eu acho muito importante.” Além disso, o filho tem uma vantagem: conhece toda a história da marca, cuja concepção teve muito de seu pai.

A Panvel é a união das drogarias Panitz e Velgos, no início dos anos 1970. “Comecei na drogaria Panitz, no departamento pessoal. Minha primeira função era preencher a carteira de trabalho das pessoas”, conta. Essa história a família sabe bem, e representa muito o estilo de trabalho de Julio, que não se acomodou. Como a atividade não o atraía, começou a atuar na primeira loja aberta dia e noite em Porto Alegre.

São detalhes de uma jornada que constroem também a cultura organizacional da empresa. Uma vantagem quando a sucessão ocorre na própria família. “Começou como uma empresa pequena, com cinco lojas de um, 12 lojas de outro. Desde a fusão, fizemos um planejamento estratégico baseado em crescimento orgânico.”

Mesmo que o comando tenha passado de pai para filho, a rede diz valorizar os demais funcionários. Com mais de 4 mil colaboradores e cerca de 400 lojas espalhadas pelo Estado e também por Santa Catarina, Paraná e São Paulo, para fortalecer o grupo, Júlio conta que a empresa aposta nos colaboradores que já fazem parte do quadro. “Nós usamos muito a base das pessoas internas, trazemos muito pouca gente de fora, só postos chaves. Fazemos esse trabalho muito interno”, explica.

Fonte: Jornal do Comércio / GeraçãoE.com

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