A inquietude do jovem no mercado de trabalho.

Quando chega ao mercado de trabalho, o jovem tem um grande desejo de externar todo esse conhecimento e acaba atropelando a continuidade do processo de aprendizagem na passagem do teórico para o prático.

A expectativa em obter sucesso e alcançar rapidamente cargos de liderança está diretamente relacionado à ansiedade gerada em decorrência do acúmulo de informações que o jovem adquire de maneira teórica nos bancos acadêmicos.

Não pretendo cair na mesmice e ser repetitivo utilizando rotulagens e denominações às gerações (Y, nativos digitais, millenials, etc). Pretendo ser prático e objetivo, até porque, esse é um tema explorado por muitos artigos, livros, e profissionais de diversas formações.

O processo de transformação da humanidade é absolutamente natural e isso ninguém contesta. O fato é que, nas últimas duas ou três décadas, essa transformação foi demasiadamente acelerada em função da tecnologia. O crescimento exponencial da velocidade da informação tem gerado, não apenas nos jovens, uma necessidade de se estar permanentemente antenado a tudo que acontece, pois o contrário, gera uma sensação de exclusão social, e principalmente, corporativa. Portanto, cria-se uma pressão e um aumento da competitividade desencadeando um processo permanente de ansiedade.

O mais agravante em todo esse processo é a altíssima demanda de jovens despejados no mercado, onde a vasta quantidade de informações contrapõe com a baixa qualidade de interpretação, sendo transferida para as organizações, a responsabilidade em desenvolvê-los. Essa opinião é fortalecida por dados disseminados pela grande parte dos veículos de comunicação, em que 76% dos brasileiros são analfabetos funcionais.

Quando chega ao mercado de trabalho, ele tem um grande desejo de externar todo esse conhecimento e acaba atropelando a continuidade do processo de aprendizagem na passagem do teórico para o prático. Esse desgaste é bem menor para o jovem que ingressa mais cedo no mercado assumindo as posições de estudante e trabalhador simultaneamente.

O primeiro grande fator de interesse de um jovem por uma organização é poder enxergar as oportunidades que terá em demonstrar seu conhecimento e aonde poderá chegar dentro da estrutura. Atendida essa primeira necessidade, ele passa a considerar o ambiente, os futuros colegas, as condições para desempenhar suas atividades e a remuneração.

O grande desafio das empresas é desacelerar o ímpeto de crescimento pessoal incompatível com o processo de desenvolvimento profissional. Antes mesmo de criar políticas que absorvam essa grande carga energética, é necessário que a empresa tenha uma cultura, verdadeira, de transparência de seus propósitos através de uma comunicação ampla e eficaz que passe ao jovem, desde o momento de sua integração, uma tranquilidade.
Somente com o nível de ansiedade mais baixo é que as políticas de retenção de talentos surtirão resultados.

Nessas políticas devem ser contemplados, programas de engajamento, que demonstrem aos profissionais, sua importância no desenvolvimento e crescimento da organização através de um planejamento com metas claras, formando então uma sinergia com os sonhos pessoais desses profissionais.

No entanto, o foco não pode se limitar apenas aos jovens. É fundamental treinar, capacitar e preparar, inclusive emocionalmente, as pessoas que já fazem parte do quadro, para que não haja o chamado conflito de gerações.

Manter um plano de capacitação permanente também é bem interessante para corrigir o déficit deixado pelo sistema educacional, pois não é raro encontramos profissionais recém formados, com falhas graves em matérias básicas como português e matemática.

Fonte: Portal Administradores.com, 2015 / Maurício Seriacopi

Confira artigo do meu amigo Dominczac publicado no portal GGN em 08/2019 com entrevistas em profundidade abordando o assunto.

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